Estudei com Andreas Brandolini e Jerszy Seymour, dois designers que me ensinaram desde cedo que o design deve ter significado e que é uma atitude. Depois de me formar com distinção na HBK Saar, mudei-me para Berlim e trabalhei com Werner Aisslinger em projetos para marcas globais como Vitra, Magis, Moroso e Cappellini. Estes anos moldaram a minha visão de que um bom design não se resume a estilo, mas sim a clareza, emoção e à coragem de deixar coisas de fora.
Em 2011, fundei o Studio Rem com pouco mais do que convicção, um caderno de esboços e uma profunda crença em ideias honestas. Com o tempo, o meu trabalho ganhou reconhecimento: fui selecionado como um dos Talentos do Design pelo Conselho Alemão de Design, recebi o Prémio Alemão de Design em 2017 pelo projeto Molekyl, fui nomeado Revelação do Ano pela revista A&W Architektur & Wohnen e recebi o Prémio Archiproducts em 2018 pelo projeto Nebl e em 2025 pelo Meemo.
Mas não são os prémios que me motivam. O que me motiva é o momento em que uma ideia, uma forma minimalista e uma história silenciosa se combinam em algo que parece simplesmente perfeito. Algo que não consegue esquecer, mesmo sem saber exatamente porquê.
No meu estúdio em Berlim, crio objetos minimalistas, mas repletos de presença. Cautelosos, mas ousados. Emocionais, mas precisos. Não sigo tendências. Sigo emoções. Preocupo-me com a física por detrás de uma curva, a atmosfera em torno de uma superfície, o silêncio de uma boa ideia.
Porque, no final de contas, não é a forma que importa, mas sim o eco que deixa.